Projeto patrocinado pelo FIC tem início neste dia 31 de agosto 2009 em Alagoa Grande Em 31 de agosto de 1919 nascia nos aredores de Alagoa Grande, no brejo paraibano um dos maiores ritmistas do Brasil. Em 2009, no aniversário dos 90 anos de nascimento de Jackson do Pandeiro, a Associação Cultural e Recreativa Anjo Azul sob Curadoria da TRATO Assessoria e Produção Cultural, dá inicio a partir desta segunda-feira, 31 de agosto, as oficinas de TEATRO do projeto Esquentais Vossos Pandeiros Jacksonianos, especialmente para a população habitante na cidade que acolheu no nosso REI DO RITMO. “Temos como principal objetivo aproximar a nova geração dessa produção cultural que cresce, nas diferentes vertentes jacksonianas ¨ diz Ednamay Cirilo - Presidente da Associação Cultural Anjo Azul.
¨Como forma de estimular essa aproximação serão realizadas oficinas de teatro, em Alagoa Grande , de música e artes visuais na cidade de João Pessoa. O projeto surgiu do anseio da Associação Anjo Azul em interligar as cidades de João Pessoa e Alagoa Grande através da obra de Jackson do Pandeiro, preservando assim sua memória . As oficinas têm como público alvo artistas, estudantes municipais e iniciantes em teatro, música e artes visuais. “Acreditamos que o contato de forma lúdica com as produções de Jackson do Pandeiro propiciará aos jovens a expansão dos conhecimentos e o interesse por buscar novas informações¨. O projeto será encerrado no mês de novembro, com uma festa em duas etapas, primeiro em Alagoa Grande , uma especie de revista carnavalesca, e posteriormente em João Pessoa, onde serão apresentados os resultados dos três meses de oficinas , na sede oficial da Associação Cultural Anjo Azul, localizada no Centro Cultural de Terceiro Setor Thomáz Mindello, tendo a palestra sobre a vida e obra de Jackson do Pandeiro como tema central da noite.
OFICINAS
ARTES PLÁSTICAS Tem como objetivo promover o acesso as artes plásticas, como atividade que acolhe e interage diretamente jovens, adultos ,melhor idade. A oficina Jacksoniana buscará representar a musicalidade do Rei do Ritmo através de telas e estandartes trabalhando cores e brilho .A creditamos que assim vamos despertar, positivamente, as emoções pela arte dos caminhos percorrido por Jackson do Pandeiro. Oficineira : Dulce Abstrato
Artista plástica desde 1997 e oficineira desde 2007. Já participou de projetos aprovados pelo Ministério da Cultura em OGN´s da cidade de João Pessoa , Itabaiana, Guarabira e da cidade de Itabuna-BA. Atuou como oficineira na ASTRAPA, Grupo de MULHERES MARIA QUITÉRIA e Grupo BIGORNA, localizados no Centro Cultural Terceiro Setor Thomáz Mindello, além de várias oficinas pela Prefeitura Municipal de João Pessoa. MONTAGEM TEATRAL Proporcionar aos alunos-atores uma vivência teatral completa, desde sua concepção, passando pela preparação do ator, construção do personagem, ética teatral, jogos dramáticos, improvisação, expressão corporal, caracaterização, cenografia, concepção de figurinos, música, linha temática de iluminação, pesquisa e experimentações práticas de grupo. A oficina culminará na montagem de uma performance teatral/musical intitulada “Rei do Ritmo” em comemoração aos 90 anos de Jackson do Pandeiro. Oficineiro: Netto Ribeiro
Ator, performático e diretor, Netto Ribeiro é fundador do Ser Tão Teatro e atua na cena paraibana há 10 anos. Em 2003, conquistou o prêmio de Melhor ator no FESTGUAÇUI – ES. Idealizou, produziu e dirigiu o Projeto 15 Cultural,2006, que teve no repertorio os musicais “Vila Cazuza” e “Ópera do Chico”. Sua trajetória inclui trabalhos no teatro, na teledramaturgia, e em longa metragens como Canta Maria de Francisco Ramalho Junior.
Percussão (Pandeiro) O pandeiro tem origem moura e é utilizado nos contextos erudito e popular. Jackson do Pandeiro é um dos maiores nomes da Música Brasileira e soube miscigenar sonoridades múltiplas, trazendo para nossos ouvidos as mais suingadas canções de nosso cancioneiro popular. Nossa oficina trabalhará ritmos brasileiros, fazendo uso do repertório de Jackson do Pandeiro, procurando desenvolver técnicas básicas para o aprendizado do pandeiro, buscando aliar teoria e prática em atividades de canto e execução instrumental.
Oficineiro: Ely Porto
Formado pela Universidade Federal da Paraíba e músico atuante no cenário artístico do estado, já desenvoleu projetos com Cabruêra, Escurinho& Labacé; Os Caba; Mestre Fuba, Cátia de França; Biliu de Campina; As Párea; La Gambiaja; Batuque Quebra-Quilos; Círculo de Tambores; Nação Maracahyba; Maíra Barros e Antônio Barros & Cecéu; ÔdeCasa; Anne Raelly. Composições e Participações em CDs: O Melhor Do Forró no Maior São João do Mundo e Heimatklange Sons da Terra com Cabruêra e As Parêa,XIII MpbSesc,O Som de Todas as Lutas com As Parêa.
LANÇAMENTO DO PROJETO EM FORMA DE OFICINAS
TEATRO
MÚSICA
ARTES VISUAIS
Categoria: Evento Escrito por anjoazul9 às 01h58
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GUERRA ENTRE AS REDES DE TV BRASILEIRA - RECORD X GLOBO
Altamiro Borges em seu blog.* Confira a íntegra
A “guerra nada santa” travada entre as TVs Globo e Record comprova que existe algo de muito podre no reino dos poderosos e impenetráveis impérios midiáticos do país. Os barões da mídia, por razões políticas e na busca por audiências sensacionalistas, adoram impor a instalação de Comissões Parlamentares de Inquéritos. A “presunção de culpa” se sobrepõe à “presunção da inocência”, inscrita na Constituição, e reputações são jogadas na lata de lixo da noite para o dia. A agenda política fica contaminada pelo denuncismo vazio, que rende pontos no Ibope e novos anunciantes, e que ofusca o debate sobre os problemas estruturais da democracia brasileira.
O processo sui generis de concentração da mídia nativa e sua alta capacidade de manipulação de corações e mentes são, de fato, graves atentados à democracia. A lavagem de roupa suja entre as duas maiores emissoras do país, num caso inédito de transparência no setor, revela que há muito a se apurar sobre a ditadura midiática.
Ela cria a oportunidade ideal para as forças organizadas da sociedade, engajadas na luta pela democratização da comunicação, também exigirem a instalação de uma CPI para averiguar tais irregularidades. Impõe a vários parlamentares, hoje alvos da fúria midiática, uma revisão deste poder descomunal. E não faltam motivos para esta justa demanda.
A sensível questão religiosa
Liderando uma “cruzada” que reúne os jornalões Folha e Estadão e a revista Veja, a Rede Globo tem exibido para milhões de telespectadores várias denúncias contra a sua principal concorrente. Com base numa denúncia do Ministério Público de São Paulo contra Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), a TV Globo tem apresentado exaustivamente matérias que comprovariam formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito. Willian Bonner e Fátima Bernardes, o casal-âncora do Jornal Nacional, o noticiário de maior audiência no país, não se cansa de mostrar os vínculos entre o Edir Macedo e a Rede Record.
As reportagens globais também procuram explorar a sensível questão religiosa, acusando a Iurd, que possuí 8 milhões de fiéis no Brasil e igrejas espalhadas por 174 países, de desviar dinheiro das doações para compra de imóveis suntuosos, carros importados e emissoras de rádios e TV. “Edir Macedo deu outro destino ao dinheiro doado à Igreja Universal”, acusou Fátima Bernardes no Jornal Nacional. Com várias imagens das pregações feitas nos cultos, a TV Globo insiste que “a religião é apenas um pretexto para a arrecadação de dinheiro”. Os ataques são duros e diários.
Golpismo e irregularidades
Como resposta, a TV Record tem exibido para milhões de brasileiros inúmeros fatos irrefutáveis que só uma minoria conhecia. Aproveitando-se da vulnerabilidade política da concorrente, ela mostrou que a Rede Globo é cria da ditadura militar e que construiu seu império graças ao apoio decidido dos generais golpistas. Celso Freitas e Ana Paula Padrão, os âncoras do Jornal da Record, que já estiveram do outro lado do front, lembraram as fraudes para impedir a vitória de Leonel Brizola ao governo do Rio de Janeiro, as manobras para esvaziar a mobilização popular pelas Diretas-Já, a fabricação do “caçador de marajás” e as várias investidas para desestabilizar o governo Lula.
Mas a TV Record não ficou somente no campo da política – como a concorrente também não se limitou à discussão religiosa. Ela também apresentou inúmeras denúncias de irregularidades. Já na sua origem, o acordo misterioso com a empresa estadunidense Time-Life, numa transação que era proibida pela lei brasileira e que rendeu milhões de dólares à TV Globo. Depois, na aquisição suspeita da TV Paulista, num negócio com documentos falsos. O ex-ministro das Comunicações, Euclides Quandt de Oliveira, também garantiu numa entrevista que a Globocabo contraiu empréstimos irregulares na Caixa Econômica Federal e no BNDES, em 1999, no valor de R$ 400 milhões. Outra bomba foi a denuncia de que a TV Globo ocupa um terreno da Secretaria de Planejamento de São Paulo, numa relação promíscua com o governo tucano de José Serra.
Apuração rigorosa das denúncias
Como se observa, as denúncias de ambos os lados são graves e exigem rigorosa apuração. Em função da “guerra nada santa” entre as duas principais emissoras de televisão do Brasil, o tema hoje está na boca do povo – o que é saudável para a democracia.
Uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a mídia contribuiria para investigar a veracidade dos fatos. Além disso, a CPI seria uma importante alavanca para o debate sobre a urgência da democratização dos meios de comunicação no país. Afinal, as emissoras privadas usufruem de uma concessão pública. Elas não podem ficar acima das leis, da Constituição e da Justiça.
DruzzPress, por sua Editoria de Irmandades, Congregações, Associações, Sociedades, Enturmações & Outras Confrarias, esclarece
SÓ POR DUAS CONFRARIAS BATE O CORAÇÃO DO DRUZZ
Amo duas Confrarias, só pelas duas sou seco: a Confraria do Beco e do Vinho a Confraria. Minha Lista, o que eu faria nessa outra Irmandade (ou até Congregação) sem de Aglaé a bondade, sem da Clotilde a verdade e sem da Neile a afeição?!...
E meu pai, nos seus 87 anos, que me ligou na maior zorra, da granja onde mora:
"Tou ligando pra dizer que, como seus amigos estão caindo nessa tal Operação Confraria, venha se esconder aqui pra não ser presa também. Eu garanto que lhe dou guarida até Bruno voltar".
Bruno é meu filho advogado que está viajando. Estão vendo como essa coisa tá séria?
Um abraço Neiliane ***************************************************************************************** AGLAÉ FERNANDES escreveu: aglaefernandes <aglaefernandes@...>
Caros listeiros, Talvez pela força e celebridade do nome, aliada ao nervosismo da repórter da TV Correio, tivemos o nosso companheiro Evandro da Nóbrega envolvido na Operação Confraria, em matéria do Correio Debate deste 21 de julho.
Explicação possível: A referida repórter teria misturado os nomes EVANDRO Almeida e Saulo NÓBREGA e fabricado um Evandro Nóbrega, nome que certamente lhe era familiar.
A ironia fica por conta da brincadeira habitual do nosso estimado Evandro que experimenta fusões do seu próprio nome com o assunto e/ou personagens que ele evoca em seus brilhantíssimos textos.
Evandro, felizmente todo mundo sabe que a Confraria mais barra pesada que você freqüenta é no máximo a cultural Confraria do Beco. Um abraço,
--------- Mensagem Original -------- De: "Evandro da Nobrega" <evandro.da.nobrega@...> Para: "Clotilde Tavares" <clonews@...> Assunto: É OUTRO EVANDRO, NÃO O DEGAS AQUI... Data: 21/07/05 07:20
Prezada Clotilde:
Por isto tudo é que sempre cito a imortal frase do insigne filósofo patoense Ninim das Espinharas: "O mundo é doido e a mãe num sabe"...
Talvez porque seja eu o Evandro mais conhecido da Paraíba, tem saído aí, insistemente, na TV Correio, por lapso ou equívoco, que o "ex-secretário da Prefeitura, Evandro Nóbrega", está na relação dos acusados da PF e da Controladoria Geral da União...
Mas não sou eu, não, claro. Fui Secretário de Comunicação Social da Prefeitura, por duas vezes, mas faz muito tempo, há trocentos anos, quando ainda era prefeito (imagine!) o falecido Damásio Franca, que cumpriu dois mandatos...
No caso de agora, trata-se aparentemente do ex-secretário Evandro Almeida Fernandes (ou Castro, não sei bem), como o Hélder Moura, do programa Correio Debate, da TV Correio, já esclareceu uma vez...
Mas, apesar do esclarecimento, a notícia sobre o tal Evandro Nóbrega já saiu mais umas quatro ou cinco vezes...
Não estou nem aí, porque não sou eu mesmo, não. Não carece preparar a malinha, não, com escova de dentes, cuecas limpas etc...
Aliás, não sou Evandro Nóbrega, mas, com licença da má palavra, Evandro da Nóbrega.
Outrossim (outrossim é bom demais!), o único Evandro Nóbrega que conheço, e é só de nome, atua como neurocirurgião no Paraná, bem longe desta confa aqui.
Beijo seu coração de escritora, inobstante loura,
Evandrus Anovrecensis, "...ad radices castro Anofrice, apud Galicia..."
Ontem rolou o show de Lula Queiroga no Cineport. Ele veio a João Pessoa lançar o seu novo álbum "Tem juízo mas não usa". No meu rolê por lá levei alguns livros para vender & biritar. Afinal, como diria o velho filósofo, o mundo só tem sentido porque o álcool existe. Além da medida da sobriedade não é possível retorno. É essencial perverter as crianças. Pedagogia da Perversão. Consegui vender um exemplar & comprei bebida para mim e meus amigos. Durante o show roubei uns drinks aqui & acolá com os conhecidos. Tudo bem. Assinei um livro com uma dedicatória para o Lula & quando ele se aproximou do público depois de uma música me aproximei dele & lhe entreguei. Ele pegou com cuidado & colocou no chão, ao lado do seu repertório. Como ele foi bastante tranquilo com a recepção decidi fazer a intervenção de uma maneira "autorizada" & procurei o pessoal da produção. Mandaram-me falar com um tal de Etiene. Ao falar com o cara ele foi bastante cuzão comigo. Isso me enfureceu. O velho método de novo... é o jeito... o estupro, a invasão... que se foda... vou implodir tudo. Cheguei perto do palco, tomei um gole da cachaça & aguardei terminarem o número que tocavam. Ao terminar o Lula se afastou & virou de costas. É a hora de agir.. pensei. Pluft... eu já estava em cima do palco depois de uma trepada nele. Pus a mão no ombro do cara & lhe contei minha intenção. Ele imediatamente girou o microfone no meu ângulo & saiu do meio. Desejei boa-noite & despejei um poema que escrevi em homenagem aos meus amigos. Choveu vaias. Mas, e daí? Sem as vaias & humilhações nem Van Gogh seria Van Gogh, nem Henry Miller seria Henry Miller... apenas para deixar não extravasar nos exemplos. Depois da leitura... agradeci & pulei fora. Lula começou a aplaudir... "Isso aí... tudo o que precisamos é de coragem...". E as facas foram transformadas em flores... Depois que desci apareceram alguns seguranças junto com um dos técnicos de som. "Porra, cara, você não devia ter feito isso... nós havíamos lhe dito que não era possível". "Eu sei, cara... está tudo bem" falei indicando que estava em paz, que não precisaria dos seguranças. "Ademais, você escutou o que ele disse sobre isso? Bastante diferente do que você imaginava não?" E saí dali com um sorriso sacana estampado no rosto.
Minha amiga Débora Jansen me mandou a seguinte mensagem, que repasso>>
A filhinha de Min. do STJ é beneficiada numa maracutaia imoral, deixando para trás cerca de 300 candidatos aprovados em concurso.
Depois ficam reclamando que os bandidos estão dominando o país. Que bandidos?
Glória Maria Lopes Guimarães de Pádua Ribeiro Portella, filha do ministro do STJ Antônio de Pádua Ribeiro, aquela que entrou com queixa de assédio sexual contra o ministro do STJ Paulo Medina, acaba de conseguir uma decisão na justiça federal que é uma imoralidade e um desrespeito sem tamanho ao direito de candidatos a concursos públicos.
O processo é a ação ordinária Nº 1998.34.00.001170-0 classe 1300, que está no Tribunal Regional Federal da 1ª região(http://www.trf1..gov.br/)
Autora: Glória M P Ribeiro e Rés: a União Federal e a Fundação Universidade de Brasília.
Glória Maria fez concurso público pela Cespe-Unb para o cargo de técnico-judiciário, área-fim em 27/05/95 para o STJ, onde seu pai é ministro.
Foi reprovada na prova objetiva. Entrou com uma ação cautelar e, adivinhem, obteve liminar.
Fez a prova da segunda fase, a prova discursiva. Foi reprovada novamente.
Entrou com nova ação para ver seus pontos aumentados. Adivinhem: ganhou nova liminar e mais: foi "nomeada provisoriamente" e está ganhando esse tempo todo no tribunal do papai (desde 1995!).
Detalhe: Havia tirado 13,45 pontos e pediu que esses pontos fossem elevados a 28,22.
Parece brincadeira, mas conseguiu.
Seus pontos foram elevados num passe de mágica.
O caminho das pedras foi arranjar um "professor particular" (isso mesmo!) que corrigiu sua prova, para quem estava tudo mais que certinho, e praticar o tráfico de influência de seu pai ministro, Antônio Pádua Ribeiro.
Aí veio o julgamento do mérito do caso.
O juiz federal de Brasília (1ª Instância), José Pires da Cunha, não caiu nessa e refutou o pedido, que considerou ilegal e imoral e ainda condenou Glória Maria Pádua Ribeiro, nas custas e honorários de R$10.000,00 (ainda existem juízes!), mas houve recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª região e, adivinhem, os juízes Fagundes de Deus, João Batista e Antônio Ezequiel louvaram a candidata, analisaram tim-tim por tim-tim sua prova e aprovaram-na com louvor!
Debalde a Universidade de Brasília (UNB) peticionou dizendo que a prova foi igual para todos e não seria justo que um professor escolhido pela candidata corrigisse sua prova, a não ser que o mesmo professor corrigisse a prova de todos.
Não é justo?
A UNB argumentou que, pela jurisprudência, o judiciário não corrige provas de concurso, devido à independência das banca e porque senão a Justiça não faria mais nada, a não ser se transformar numa super-banca dos milhares de concursos.
Todo mundo sabe o que houve nos bastidores.
Houve apostas no meio jurídico se a "banca Pádua Ribeiro" iria conseguir.
Veio agora recentemente a sentença do TRF 1ª região, 5ª turma, que é mais um descalabro, mostrando a necessidade do controle externo.
Pádua Ribeiro e sua patota espoliaram o verdadeiro dono da vaga, que disputou em igualdade de condições e passou.
Passou e foi preterido! Glória Maria de Pádua Ribeiro ganhou no tapetão sujo do tráfico de influência.
De 13 pontos passar a 28, quando um décimo (veja bem: um décimo) já elimina muitos candidatos!
A sentença analisa as preposições, as conjunções, a virgulação, a ortografia da redação, acatando a tese da "banca Pádua Ribeiro".
Nem tudo está perdido.
Existe recurso para o STJ, e todos esperam que a União Federal, a Advocacia da União e o Ministério Público Federal não fiquem coniventes.
Se Glória Maria Pádua Ribeiro perder a causa, perde o cargo e o verdadeiro dono da vaga, pobre mortal sem padrinhos, será chamado.
E agora vem a chave de ouro, a deixar claro que este País não é sério mesmo.
O mesmo Pádua Ribeiro, ministro do STJ, pai da falcatrua acima relatada e de muitas outras praticadas por sua mulher, a famosa "Glorinha", está prestes a assumir o cargo de Corregedor do Conselho Nacional de Justiça (o chamado controle externo), conforme noticiado nos jornais. Parece gozação!...
Os últimos acontecimentos envolvendo a interrupção da gravidez da menina de nove anos em Pernambuco evidenciaram um fato que já estava presente desde muito tempo na vida da Igreja Católica Romana. Os bispos perderam o senso de governarem unidos aos desafios da história e à fé da comunidade e julgam-se mais fiéis ao Evangelho de Jesus do que a própria comunidade. Por manterem uma compreensão centralizadora e anacrônica de sua função e da teologia que lhe corresponde desviaram-se de muitos sofrimentos e dores concretas das pessoas, sobretudo das mulheres. Passaram a ser defensores de princípios abstratos, de incertas hipóteses futuríveis e pretenderam até ser advogados de Deus. A este acontecimento de distanciamento chamo de cisma. Os bispos tanto a nível nacional quanto internacional e aqui incluo também o Papa, como bispo de Roma, tornaram-se cismáticos em relação à comunidade de cristãos católicos, isto é, romperam com grande parte dela em várias situações. O incidente em relação a proibição da interrupção da gravidez da menina do qual Dom José Cardoso Sobrinho, arcebispo de Olinda e Recife foi um dos protagonistas é um exemplo irrefutável. Sem dúvida há muitas pessoas e grupos que pensam como eles e que reforçam seu cisma. Faz parte do pluralismo no qual sempre vivemos.
A hierarquia da Igreja, servidora da comunidade dos fiéis não pode em certas questões separar-se do sentido comum e plural da vivência da fé. Não pode igualmente para certos assuntos de foro pessoal e mesmo grupal substituir-se à consciência, às decisões e ao dever das pessoas. Pode emitir sua opinião, mas não impô-la como verdade de fé. Pode expressar-se, mas não forçar pessoas a assumir suas posições. Nesse sentido, não pode instaurar uma guerra santa em nome de Deus para salvaguardar coisas que julga serem vontade e prerrogativa de Deus. A tradição teológica na linha mais profética e sapiencial nunca permitiu que nenhum fiel mesmo bispo falasse em nome de Deus. E isto porque o deus do qual falamos fala em nosso nome e tem a nossa imagem e semelhança. O Sagrado Mistério que atravessa tudo o que existe é inacessível aos nossos julgamentos e interpretações. O Mistério que em tudo habita não precisa de representantes dogmáticos para defender seus direitos. Nossa palavra é nada mais e nada menos do que um balbuciar de aproximações e de idéias mutáveis e frágeis, inclusive sobre o inefável mistério. É nessa perspectiva que também não se pode obrigar que a Igreja hierárquica torne, por exemplo, a legalização do aborto sua bandeira, mas simplesmente que não impeça que uma sociedade pluralista se organize conforme as necessidades de suas cidadãs e cidadãos e que estes tenham o direito de decidir sobre suas escolhas.
As comunidades cristãs assim como as pessoas são plurais. Num mundo tão diverso e complexo como o nosso não podemos admitir que apenas a opinião de um grupo de bispos, homens celibatários e com uma formação limitada ao registro religioso, seja a expressão do seguimento da tradição do Movimento de Jesus. A comunidade cristã é mais do que a igreja hierárquica. E, a comunidade cristã é na realidade múltiplas comunidades cristãs e estas são igualmente muitas pessoas cada uma com sua história, suas escolhas e decisões próprias diante da vida.
Impressiona-me o anacronismo das posturas filosóficas e éticas episcopais começando pelos bispos brasileiros e continuando nas instâncias romanas como se pode ler na entrevista que o cardeal Giovanni Batista Re, presidente da Congregação para os bispos, deu a revista italiana Stampa concordando com a postura dos bispos brasileiros. Os tempos mudaram. Urge, pois, que a teologia dos bispos saia de uma concepção hierárquica e dualista do Cristianismo e perceba que é na vulnerabilidade às múltiplas dores humanas que poderemos estar mais próximos das ações de justiça e amor. É claro que sempre poderemos errar inclusive querendo acertar. Esta é a frágil condição humana.
Creio que nossas entranhas sentem em primeiro lugar as dores imediatas, as injustiças contra corpos visíveis e é a eles que temos o primeiro dever de assistir. A consternação e a comoção em relação ao sofrimento da menina de nove anos foram grandes. E isto porque é a esta vida presente e atuante, a esta vida de menina feita mulher violada e violentada em nosso meio que devemos o respeito e o cuidado primeiros. Por isso como membro da comunidade cristã, louvo a atitude do Dr. Rivaldo Mendes de Albuquerque e da equipe do CISAM de Recife assim como da mãe da menina e de todas as organizações e pessoas que acudiram a ela neste momento de sofrimento que certamente deixará marcas indeléveis em sua vida.
Dirão alguns leitores que minha postura não é a postura oficial da Igreja Católica Romana. Entretanto, o que significa hoje a palavra oficial? O que é mesmo Igreja oficial? A instituição que se arvora como representante de seu deus e ousa condenar a vida ameaçada de uma menina? A instituição que se considera talvez a melhor seguidora do Evangelho de Jesus?
Não identifico a Igreja à hierarquia católica. A hierarquia é apenas uma parte ínfima da Igreja.
A Igreja é a comunidade de mulheres e homens espalhada pelo mundo, comunidade dos que estão atentos aos caídos nas estradas da vida, aos portadores de dores concretas, aos clamores de povos e pessoas em busca de justiça e alívio de suas dores hoje. A Igreja é a humanidade que se ajuda a suportar dores, a aliviar sofrimentos e a celebrar esperanças.
Continuar com excomunhões, inclusões ou exclusões parece cada vez mais incentivar o crescimento de relações autoritárias desrespeitosas da dignidade humana, sobretudo, quando surgem de instituições que pretendem ensinar o amor ao próximo como a lei maior. De quem Dom José Cardoso e alguns bispos se fizeram próximos nesse caso? Dos fetos inocentes, dirão eles, aqueles que precisam ser protegidos contra o "Holocausto silencioso" cometido por algumas mulheres e seus aliados. Na realidade, fizeram-se próximos do princípio que defendem e se distanciaram da menina agredida e violentada tantas vezes. Condenaram quem levantou a menina caída na estrada da vida e salvaguardaram a pureza de suas leis e a vontade de seu deus. Acreditam que a interrupção da gravidez da menina seria uma lesão ao senhorio de Deus. Mas as guerras, a crescente violência social, a destruição do meio ambiente não seriam igualmente lesões que mereceriam denúncia e condenação maior? Perdoem-me se, sem querer acabo julgando pessoas, mas diante da inconsistência de certos argumentos e da insensibilidade aos problemas vividos pela menina de nove anos uma espécie de ira solidária me assola as entranhas.
De fato um cisma histórico está se construindo e tem crescido cada vez mais em diferentes países. A distancia entre os fiéis e uma certa hierarquia católica é marcante. O incidente em relação à interrupção da gravidez da menina pernambucana é apenas um entre os tantos atos de autoritarismo e desconhecimento da complexidade da história atual que a hierarquia tem cometido.
Na medida em que os que se julgam responsáveis pela Igreja se distanciam da alma do povo, de seu sofrimento real estarão sendo os construtores de um novo cisma que acentuará ainda mais o abismo entre as instituições da religião e a simples vida cotidiana com sua complexidade, desafios, dores e pequenas alegrias. As conseqüências de um cisma são imprevisíveis. Basta aprendermos as lições da história passada.
Termino este breve texto lembrando do que está escrito no Evangelho de Jesus de diferentes maneiras. Estamos aqui para viver a misericórdia entre nós. E todos nós necessitamos dessa misericórdia, único sentimento que nos permite não ignorar a dor alheia e nos ajudarmos a carregar os pesados fardos uns dos outros.
* Teóloga
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Ivone Gebara religiosa, da Congregação das Cônegas de Santo Agostinho, é doutora em Filosofia pela Universidade Católica de São Paulo, doutora em Ciências Religiosas pela Universidade Católica de Louvain - Bélgica, e lecionou durante 17 anos no Instituto Teológico do Recife, até sua dissolução decretada pelo Vaticano em 1989. Vive e escreve em Camaragibe - Pernambuco, e percorre o Brasil e diferentes partes do mundo ministrando cursos, proferindo palestras sobre Hermenêutica feminista, novas referências éticas e antropológicas e os fundamentos filosóficos do discurso religioso. É autora de vários artigos e livros, como As águas do meu poço (2005), O que é Teologia (2006), O que é Teologia Feminista (2007), publicados pela Editora Brasiliense.
LENA , foi a pioneira artista plástica baiana a expor em galerias europeias, ( anos 60), temas como:
BAIANAS, ORIXÁS, CANDOMBLÉS, FLORA , FAUNA da MATA ATLÂNTICA, CAPOEIRA de MESTRE BIMBA, CORTEJOS RELIGIOSOS, CASARIOS HISTÓRICOS da VITÓRIA, TERREIRO DE JESUS, PELOURINHO, PORTO e FAROL da BARRA, AREMBEPE de RAÚL SEIXAS, PAULO COELHO, EDNAMAY CIRILO, TROPICÁLIA, NOVOS BAIANOS, DODÓ e OSMAR...
Faço essa referência aqui a minha amiga LENA DA BAHIA, por estar visitando o site NAÏF de meu amigo Clovis Jr. e ler a definição sobre esta arte primitiva que encanta o mundo, também, por ter vizitado minha amiga recentemente em sua galeria do Pelô, onde lá se encontra a maior parte de seu acervo, sendo muito bem administrado pelos filhos.
Lena continua linda , rodeada de arte, mesmo enfrentando esse mal que esquece a memória e a vida...
beijos para você, Lena, que me olhou , tetou dizer alguma coisa, sorriu e voltou ao seu mundo sem memórias.
Arte Naïf
A Arte Naïf é tipicamente brasileira e está fortemente vinculada à arte popular nacional, mas ainda não é devidamente valorizada internamente. Cabe lembrar que se convencionou chamar arte primitiva a que é produzida por artistas não-eruditos, a partir de temas populares geralmente inspirados no meio rural. Já quando o tema é urbano, costuma-se utilizar o termo naïve ("ingênuo", em francês),que ganha especial relevância entre artistas franceses e haitianos para designar os pintores que rejeitam as regras convencionais da pintura ou não tiveram acesso a elas.
Como não é pintura acadêmica, não se estuda, mas se sente. Marcada por imagens do cotidiano e pela pureza de traços, cores e formas, a arte naïf espalha-se por França, Haiti, Iugoslávia, Itália e Brasil, mantendo um mercado bem específico.
Os dois estilos, porém, têm em comum as cores vivas e uma imaginação, estilização e poder de síntese levados para a tela com uma técnica aparentemente rudimentar. Em linhas gerais, pode-se dizer que a arte naïf brota do inconsciente coletivo, mantém-se em constante renovação e se deixa penetrar por influências eruditas, embora conserve sua natureza própria. Sabedoria e sonho se irmanam em obras difíceis de definir sob uma única catalogação.
O psicanalista Carl Jung chegou a afirmar que "Os pintores naïfs representam os últimos ecos da alma coletiva em vias de desaparecimento". O colecionador Lucien Finkelstein concorda: "Afirmo com plena convicção que, fora de nossas fronteiras, os pintores naïfs do Brasil são autênticos porta-bandeiras da pintura brasileira de todas as tendências e de todas as épocas".
O primeiro a receber a denominação de arte naïf foi o pintor francês Henri Rousseau, na segunda metade do século XIX. O autor do batismo foi o escritor Alfred Jarry, que se fascinou com a obra daquele alfandegário autodidata, capaz de criar imagens fantásticas como "A cigana adormecida".
A partir daí, o termo foi usado para designar os artistas que não cursaram Escolas de Belas Artes e não se filiam a nenhum dos movimentos consagrados na história da arte, como impressionismo, surrealismo ou expressionismo. A denominação foi consagrada pela crítica e naïfs podem ser encontrados em todo o mundo, principalmente em países do Leste Europeu, como Iugoslávia, Hungria e Eslováquia, Haiti, França, EUA, Brasil, Argentina, Espanha e Portugal.
As previsões dos fatos humanos - como as de Marx - geralmente alteram os resultados previstos, e essa é a intenção deste texto
Quando Maranhão escolheu Flávio Tavares para subsecretariar a pasta da Cultura (que tem, realmente, de ter C maiúsculo, pois a Paraíba é a Paraíba), pensou, certamente, num modo de superar ou pelo menos equiparar-se a Cássio Cunha Lima no que foi, durante algum tempo, o ponto forte de sua administração. 2010 vem aí e tudo pesa, inclusive o zelo com que o ex-governador e sua primeira-dama trataram os artistas e artesãos. Digo isso com a isenção de quem jamais solicitou financiamento algum para o FIC - a lei Augusto dos Anjos - e nem é artesão. Só um nome como o de Flávio poderia, mesmo, fazer frente à marca poderosa deixada por Cida Lobo quando na direção da mesma subsecretaria.
Essa nomeação é uma tacada política cujo acerto teve somente outras duas equiparáveis, na história mais recente do estado: a de Luiz Carlos Vasconcelos e, agora, a de Walter Galvão, ambas feitas por Ricardo Coutinho, para presidentes da Funjope. E Ricardo Coutinho também será páreo duro - e bote duro nisso - para o governador, em 2010.
Mas pra que raios serve a Cultura, num estado com tantas outras prioridades? Essa é uma pergunta fora de propósito numa terra em que já brotaram, talvez como seu maior e mais surpreendente motivo de orgulho, gente feito Sivuca, Celso Furtado, Jackson do Pandeiro, Zé e Pedro Américo, os irmãos Lira, Augusto dos Anjos, Walter e Vladimir Carvalho, Elba e Zé Ramalho, Bráulio Tavares e Shiko, Eli-Eri Moura e Zé Lins, Oliveira de Panelas e Jessier Quirino, Chico César e Ariano Suassuna, Marcus Villar e Zé Dumont, Marcélia Cartaxo e Sérgio de Castro Pinto, além de José Nêumanne, Antonio Dias, Lacet, o maestro Siqueira, etc, etc, incluindo-se nesse rol o Flávio Tavares, o Luiz Carlos Vasconcelos e o Walter Galvão.
Tudo isso me ocorre porque na gestão anterior de Maranhão fui encarregado de lhe entregar - no Fenart - um abaixo-assinado de trezentos pintores, atores, cineastas, poetas, romancistas e dramaturgos do estado - artistas de João Pessoa a Cajazeiras - apresentando-lhe o projeto, do então deputado Ricardo Coutinho, da que seria a equivalente estadual à municipal Lei Viva Cultura - que o próprio Ricardo, vereador, criara nos tempos de Cícero Lucena - e vi Maranhão, de repente, antecipando-se a mim, dizer à platéia que tinha uma surpresa para a nossa classe: uma lei, sua, que iria nos deixar a todos muito felizes, pois garantia financiamentos a fundo perdido a todas as atividades em que nos esfalfávamos e graças as quais o estado tanto brilha. Foi muito aplaudido, mas entreguei-lhe, sempre, quando ele saía da sala, o documento de que era portador, sentindo que a lei - dele - era uma réplica do testamento de César, em branco, que Marco Antonio exibe enrolado ao povo de Roma, ante o cadáver do grande Júlio. Coisa pra Shakespeare. Que sabia tudo sobre Maquiavel.
Lembro-me de que levei o relato ao jornal o Correio na manhã seguinte, um texto breve que terminava dizendo caber a nós, artistas, o acompanhamento da publicação da nova lei em Diário Oficial e a cobrança de seu cumprimento. Mas do jornal disseram-me, no outro dia, que ali não se divulgava nada que fosse contra o governador, coisa que pensei ter visto apenas no tempo da ditadura, quando certa vez dei com um cartaz, na parede daqui de O Norte, colocado pela Censura: "Não se publica nada sobre Dom José Maria Pires".
Que a escolha de Flávio Tavares - cuja combinação de talento, amor à terra, enorme simpatia e seriedade garantiram aprovação unânime à unção de seu nome - não seja outro rebento do maquiavélico gênio shakesperiano que, por estar sempre se reproduzindo no mundo, garante-lhe a eternidade.
Que eu - que sou sempre muito pessimista - esteja enganado.
W. J. Solha é dramaturgo, ator, poeta e romancista. É colunista do Jornal O Norte = wjsolha@superig.com.br
ANJO AZUL PRIMEIRO BLOCO DO CENTRO HISTÓRICO NA PRÉVIA CARNAVALESCA FOLIA DE RUA - JOÃO PESSOA - PARAÍBA - NORDESTE DO BRASIL.
JALDES MENESES - HISTORIADORANJO AZUL - O BLOCO ICNOGRÁFICO DA DIVERSIDADETemos, na Paraíba, a vocação e a volição das ruínas, da destruição criativa e da criação destrutiva, no que somos, desde sempre, do passado colonial até hoje, absolutamente modernos. Os monumentos históricos que melhor nos definem passam pela construção e destruição, sucedidos por uma nova construção, de A União à Assembléia Legislativa, na Praça João Pessoa, da Rádio Tabajara ao "novo" conforto do Fórum da Justiça, na Rodrigues de Aquino. Matamos simbolicamente os velhos jornalistas de A União e os cantores do rádio. O altar-mor da Igreja São Francisco - destruído sem dó no começo do século passado -, é apenas um retrato na parede e a Casa de Engenho de Zé Lins serve de morada ao capim dos vermes.Gostamos de extrair o lado bom das coisas ruins: Darcy Ribeiro afirmava, no belo livro O povo brasileiro, que somos um povo tabula rasa, ou seja, explicando melhor, os escaninhos da tradição brasileira são essencialmente abertos, de antena ligada às novidades do mundo, que assimilamos à nossa maneira, antropofágica. Passamos distante de qualquer ancestralidade cultural rígida, de qualquer narrativa mitológica impermeável. Por isso, o anauê de Plínio Salgado não deu certo, e o integralismo acabou virando uma piada de mau gosto (ou mau agouro?). Nascemos sem as pistas certas do que achar no caminho, por isso vamos procurando, acertando e muitas vezes errando. Amar só se aprende amando.Por outro lado, retóricos, adoramos as falsas polêmicas. Agora, em 2008, há um novo debate circulando no ar sobre o carnaval: se a contribuição rítmica do carnaval paraibano ao mundo vem a ser o frevo, o samba, o axé ou a marchinha. Trata-se de uma falsa questão – até o tecno pode compor o carnaval paraibano.No caso específico da antiga província da Paraíba do Norte, o carnaval, antes de musical, é uma manifestação cultural iconográfica e aberta à diversidade. Aristóteles, como sabemos, desentranhou o conceito estético de mimesis (ação de imitar) do teatro grego, contudo o que estava oculto no conceito de tragédia era a pulsão primitiva do ancestral humano que representava na pedra os elementos da natureza, principalmente os animais, visando à boa caça. Antes do verbo, no começo era a imagem e o som.Glória eterna a Jackson do Pandeiro, Sivuca, Maestro Severino Araújo, Maestro Moacir Santos, Chico César, Fuba e Escurinho, mas onde estão os cenógrafos, os pintores, os arquitetos, os decoradores e os estilistas de moda do carnaval paraibano? Onde os artistas plásticos para amalgamar o barroco ao brega – irmãos no exagero, porém distintos na ilusão de absoluto do primeiro e na saudável ignorância do segundo.Barroco e brega: o puro espírito santo do carnaval. Desenterremos as alegorias de nossas ruínas, façamos as mais estranhas misturas, mas sempre conservando algo da monumentalidade intrínseca ao espírito barroco, no salão, na avenida e na praça da capital dos tabajaras. Aprendamos com as escolas de samba do Rio de Janeiro. Nosso carnaval é sacro como a contemplação da maravilhosa nave, do adro, do cruzeiro, das portas e dos azulejos lusitanos da Igreja de São Francisco (a ocasião em que mesmo quem não acredita se sente perto de Deus na fruição da transcendência e do absoluto).Carnaval, conceito arquitetônico, escultural, pictórico e paisagístico. O carnaval de Veneza é pura arquitetura e iconografia. A vocação do carnaval paraibano, advindo da melhor tradição veneziana, em primeiro lugar, é precisamente esta: a arquitetura e a socialidade do barroco. As máscaras, as fendas, as frestas e as festas do barroco. Uma falange de máscaras. O “Cafucú”, portanto, está coberto de razão histórica, talvez às cegas. Estamos condenados por enquanto ao barroco, somos barrocos quando nos aventuramos à modernidade e mesmo ao pós-moderno Somos barrocos, de maneira especial, quando fazemos política – o eterno e renitente cotejo de sacralização da corte, acompanhado do inevitável séqüito de tramas, conciábulos e poetas proscritos. O príncipe Hamlet vive entre nós, renitente, num misto alegre e soturno, a descer as ladeiras do centro histórico, ao ritmo de Vassourinhas, nos bailes de máscaras os quais algumas pessoas já me contaram ter divisado, noite adentro, o corvo de Poe e albatroz de Baudelaire, devidamente traduzidos nos sonetos de Augusto dos Anjos, mas ao mesmo tempo nos motes do absurdo de Zé Limeira.
Triste Paraíba, ó quão dessemelhante. Do antigo estado a máquina mercante, do rio de nome sonoro – Sanhauá – ao gemido dos escravos nas senzalas próximas aos conventos coloniais. Brindemos aos escravos das senzalas no carnaval, pois deles importamos o núcleo principal de nossa alegria. Alegria e trabalho, juntos. Já dizia o poeta maior, Vinicius de Moraes, um paraibano da gema, no magnífico Samba da benção: “o samba é a tristeza que balança”. Aduziria: também o maracatu e o caboclinho são tristezas que balançam.
A entidade metafísica que abre as prévias do carnaval paraibano, dia 25 de janeiro (sexta-feira), é o bloco “Anjo Azul”. O Anjo Azul foi fundado e todo ano é organizado com garra por uma agitadora cultural guerreira, muito querida na cidade, Ednamay Cirilo. May inventou de criar um bloco que tem sede em um ambiente histórico repleto de simbolismos, a antiga zona do chamado “baixo meretrício”, nos tempos em isso que havia: o Beco da Faculdade de Direito, na ladeira do Padre Gabriel Malagrida, um herói sacrificado numa das visitações da Inquisição do Santo Ofício ao Brasil. O espírito do padre Malagrida, que assiste impávido os dramas e comédias da cidade por séculos sem fim naquele ambiente, fez um ar de sorriso quando foi fundado o Anjo Azul, e certamente, ato contínuo, abençoou o bloco, pois o padre italiano do século XVIII, morto feito mártir, é ele mesmo um anjo verdadeiro, um querubim barroco.
O Anjo Azul é o bloco multicolor da diversidade cultural e da democracia, de todas as opções sexuais e todos os credos políticos. O nome de bloco presta uma inusitada homenagem ao filme expressionista alemão da década de 1930 – Der Blaue Engel –, adaptação do romance de Heinrich Mann (irmão de Thomas Mann) – os dois filhos ilustres da brasileira Julia Mann, nascida deitada sob o sol da arquitetura colonial de Parati (RJ) –, sobre a história de um professor que se apaixona por uma dançarina de cabaré. Mais além de um clima soturno – prenúncio da tragédia de ascensão da ditadua nazista que se daria logo em seguida, em 1933 –, o filme ficou gravado na memória principalmente por uma seqüência de fotogramas sensuais, logo transformados em um dos ícones da cultura pop contemporânea: as pernas dobradas de Marlene Dietrich, sentada num banquinho. Ah, as pernas de Marlene Dietrich: conspícua, carnuda, provocante, lúbrica, fazendo a perfeita simbiose com um rosto libidinoso, manchado a um batom da cor do pecado. Hitler não agüentou tanto charme. Assim como Malagrida foi perseguido pela inquisição, Marlene Dietrich nunca se dobrou ao nazismo e fugiu da Alemanha, se refugiando nos Estados Unidos. Dessa maneira, vão se tecendo os fios entre fatos aparentemente distantes, desvendando articulações de onde menos se espera, o conceito é transformado em imagens aparentemente aleatórias, mas dotadas de uma mensagem profunda: Malagrida, Marlene, May. Tudo a ver. (Jaldes Reis de Meneses ).
ANJO AZUL
Ednamay - fundadora do ANJO AZUL
O Bloco Anjo Azul, primeiro do centro histórico do Projeto Folia de Rua, é também ASSOACIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA ANJO AZUL, com sede no Centro Cultural de Terceiro Setor Thomáz Mindello, desde 2006, aprovado pelo FIC-Augusto dos Anjos, lança seu bloco própio AS ANJINHAS,fundado em 18 de abril de 2007 e colocado na rua em 25 de janeiro de 2008, pela primeira vez, é voltado para o universo feminino e suas inquieações em busca da cidadania, cultura e arte.
Trabalho voltado para a obra JACKSONIANA em forma de OFICINAS de; PANDEIRO, ARTES PLÁSTICAS, TEATRO ( sobre os caminhos percorrodos pelo mestre nascido no Engenho Tanques, arredores da cidade do brejo paraibano - Alagoa Grande.
BECO da FACULDADE de Direito é um sítio histórico abandonado pelas autoridade competentes do Município e do Estado, localizado ao lado da PRAÇA DOS TRES PODERES. Assembléia Legislativa, Palácio do Governo e Tribunal do Justiça, tendo a Faculdade de Direito da UFPB, Universidade Federal, como apoio cultural, e a comunidade do BECO - Rua Gabriel Malagrida, como o carro chefe para o grito de alerta geral desse descaso ( falta de higiene o povo mixa nas escadarias e paredes do beco, sem segurança pública, não tem policiamento noturno e diurno, ( somente nos orgãos a que me refiri anteriormente ).
Sem a devida atenção dos: IPHAN Instituto Patrimônio Histórico Nacional ( um lado do beco é referência nacional da terceira cidade mais antiga do Brasil e do outro lado o beco , com seu casario ART-DECÓ é tombado pelo IPHAEP - Instituto Patrimõnio Histórico Artistico do Estado , ambos envolvidos na falta de preservação ( desse sítio histórico que durante o dia vira estacionamento privê da Assembléia Legislativa e a noite, local de vendas de drogas e marginália, como em todos os sítios históricos desse BRASIL .
Os blocos carnavalescos ANJO AZUL e AS ANJINHAS, desempenham papel importante para a nossa cultura do resgate do BARROCO e cidadania, atravéz de ações socio - culturais apresentadas durante o ano .
COMO :
LAVAGEM da ESCADARIA animada pela bateria da Escola Império do Samba, e os componentes da ONG - ASTRAPAS, ASSOCIAÇÃO DAS TRAVESTIS DA PARAÍBA, alegria dos foliões com várias performances.
REISADO DO ANJO - evento destinado aos músicos , atores, arquitetos, advogados, jornalrtas, que se reversam ano após anos, como os grandes oncentivadores intelectuais desse movimento carnavalesco .
Entre os famosos REI e RAINHA , destaque para Kennedy Costa , Marcos Fonseca,Gustavo Magno, Hugo Leão, Rainhas, Glaucia Lima , Eleonora Falcone, Silvia Patriota, Neuza Flores , (terceira e últina viuva de Jackson do Pandeiro, que habita entre nós aqui na paraíba e cuida do MEMORIAL JACKSON DO PANDEIRO em Alagoa Grande).
Ao som da Orquestra de Frevos do maestro João Lobo , o frevo ANJO AZUL, Hino do bloco de autoria de Mestre Fuba, é mais que uma declaração de amor é mesmo uma linda história pela cidade e seu Patrimônio Artístico e Cultural.Encontra no ¨CD - De Bem Com a Vida ¨, do músico FUBA - faixa cinco.
Ednamay Cirilo Leite, remanescente jornalista ativista dos movimentos culturais desde a época do Colégio Lins de Vasconcelos - Parahyba, se entrega total ao carnaval do ANJO AZUL em busca de cidadania e arte.
O bloco tem a proposta turística de mostar a beleza do Patrimônio Histórico e Arquitetônico, enquanto relíquia do Brasil, desta que já nasceu cidade , em NOVEMBRO de 1585 como Nossa Senhora das Neves, passou por várias mudanças de nomes ,e batalhas guerreiras , até ser conhecida como João Pessoa, em 1930, após a tal REVOLUÇÃO DE 30.
Estamos inclusive em campanha para retomada do antigo nome PARAHYBA , nome ESSE, que reinou por 276 anos, como sendo o da CAPITAL.
O bloco do resgate tem a fantasia de Colombina como traje oficial para suas foliãse e PIERROT para os foliões,criando a identidade que é a cara do CARNAVAL, abolindo de vez ABADÁS e outras besteiras mais que assolam o país na épca de Momo...
Sua ação social é voltada para as profissionais do sexo habitantes do Beco da Faculdade de Direito , Pavilhão do Chá, Rua Duque de Caxias - ou Rua Direita, Ponto de Cém Réis , Rua General Osório - ou Rua Nova, Rua da Areia e Praça Antenhor Navarro , buscando DIGNIDADE atravéz da arte e cidadania, para estas cidadãs.
O ANJO AZUL foi o primeiro bloco a levar alegria ao nosso centro histórico após ausência do corso e carnaval outrora existente nesta área , a falência do carnaval naquela área por total falta de políticas para a cultura carnavalesca, chegou a um abandono geral de atividades culturais no centro histórico, enquanto a cidade se transferia para a orla marítima levando o comércio famoso de bares, restaurantes, bingos, boites, shoppings, cinemas, esvaziando completamente o SÍTIO HISTÓRICO.
Nosso bloco resgata valores turísticos-culturais , em forma de irreverência e denúncia, prova disto a LAVAGEM da ESCADARIA, realizada sob as benções dos Orixás , e de todos os DEUSES, numa elevação aos nossos espíritos escravos e boêmios das pessoas que outrora habitavam aquela área .
A bateria da Escola MALANDROS DO MORRO - de Livardo Alves, e Balula , foram os pioneiros na parceria com o bloco ANJO AZUL , deram o ponta pé inicial em 1994 , juntamente com as Orquestras de CHIQUITO e MAESTRO VILÓ, juntaram-se outras como a do CEFET - PB , sob a batuta do Maestro JOÃO LOBO, tivemos parcerias de cidades do interior do Estado como BANANEIRAS e sua fanfarra LIRA DOS ARTISTAS , do MARACATU NAÇÃO MARACAHYBA, Grupo de Percussão Quebra Quilos, e , entre outros, lançamos o percussivo BATICUMLATA na prévia carnavalesca da cidade.
HINO do ANJO AZUL
letra e música de Flávio Eduardo Maroja - Mestre FUBA gravada no CD - DE BEM COM A VIDA, quinta faixa - a venda no Gabinete Cultural - Praça Antenor Navarro Varadouro
VEM VEM VER A LUA BRILHANDO NA NOITE DE AQUARELA TÃO BELA, TÃO BELA COMO A LUZ DO AMOR
VEM, VEM NAVEGAR NA MEMÓRIA DOS CASARÕES DA CIDADE QUEM SABE, QUEM SABE ESSA É UMA HISTÓRIA DE AMOR
UM ANJO AZUL PASSOU BEIJOU A NOITE LAVANDO A ESCADARIA UM BÊBADO TROPEÇAVA NO BECO DA CONFRARIA
E ESSA ALEGRIA RAIOU POR TODA A NOITE FEZ A CIDADE CANTAR UM QUERUBIM QUE CHEGOU PRO CARNAVAL COMEÇAR
VAI MEU AMOR O ANJO AZUL É UMA FLOR NA MADRUGADA DESCEU DO BECO E A CIDADE ACORDOU FOI MAY DE COLOMBINA QUEM ME CONVIDOU
VAI MEU AMOR, O ANJO AZUL É UMA FLOR NA MADRUGADA DESCEU DO BECO E A CIDADE ACORDOU FOI DE COLOMBINA QUEM ME CONVIDOUUUUU
Nesta quarta-feira, o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, excomungou médicos do SUS que praticaram um aborto numa menina de nove anos estuprada pelo padrasto. Para justificar sua postura, declarou: ‘A lei de Deus está acima de qualquer lei humana. Então, quando uma lei humana, quer dizer, uma lei promulgada pelos legisladores humanos, é contrária à lei de Deus, essa lei humana não tem nenhum valor’. Sobre o mesmo fato, o Ministro Temporão, da Saúde, declarou o seguinte: ‘Fiquei chocado com os dois fatos: com o que aconteceu com a menina e com a posição desse religioso que, equivocadamente, ao dizer que defende uma vida, coloca em risco uma outra tão importante’.
Estamos diante de discursos opostos. Enquanto o bispo afirma que seu discurso é universal e, portanto, se aplica a qualquer situação, o ministro parte da necessidade de se adequar discurso e realidade concreta. Para o bispo, o fato (um aborto) está subordinado ao conceito (o aborto); para o ministro, o fato origina o conceito.O ministro parte da análise de fatos concretos para emitir seu juízo; o bispo engloba fatos concretos dentro de uma conceituação universal.
Aqui não se trata apenas de um embate entre um bispo fundamentalista e um ministro de mentalidade aberta. Trata-se de leituras opostas da realidade. O bispo parte da idéia de que ‘conceitos’ (sagrados) dispensam averiguação de fatos, pois ‘captam’ em si a realidade. A idéia é: ‘Aborto é aborto, em qualquer circunstância’. Ao afirmar que o aborto de uma menina de nove anos, estuprada, constitui um pecado contra a lei divina (e, portanto, universal), o bispo parte do pressuposto de que existe um discurso que ‘capta’ tudo o que existe no mundo, sem nenhuma averiguação de circunstâncias. Essa maneira de pensar está em flagrante oposição ao que nos ensina o maior teólogo do cristianismo, Santo Tomás de Aquino, quando afirma: ‘Nada há na inteligência que não provenha dos sentidos (nossos cinco sentidos corporais)’. Santo Tomás diz que o conhecimento humano, para ser verdadeiro, tem de partir necessariamente da observação (visão, audição, etc.) de fatos. Ao longo da história ocidental, a não-observância dessa sábia orientação tem originado desastres de enormes dimensões e muitos sofrimentos inúteis. Em nome do conceito ‘heresia’ instalou-se a inquisição, em nome da ‘guerra contra os infiéis’ organizaram-se as cruzadas, em nome da ‘pureza racial’ o nazismo acendeu os fornos de Auschwitz, em nome da ‘war on terror’ Bush – ainda recentemente – mandou invadir o Iraque, em nome da ‘moralidade’ um bispo austríaco declarou - uns dias atrás - que a Katrina (furacão que devastou New Orleans) era um ‘castigo de Deus’ (talvez por causa das clínicas autorizadas de aborto existentes na cidade). O bispo de Recife está igualmente em descompasso com seus colegas que redigiram, em 2007, o ‘Documento de Aparecida’ baseado no princípio tomista do ‘ver, julgar, agir’. Não se pode agir (nem falar publicamente) sem antes ‘ver’ (observar o fato concreto) e ‘julgar’ (formar uma idéia a partir da observação da realidade).Afirmar, sem pesquisar fatos concretos, que terrorismo é terrorismo, heresia é heresia, homossexualidade é homossexualidade, divórcio é divórcio, guerra santa é guerra santa, aborto é aborto, pode levar a comunidade humana à repetição dos piores desastres. Os médicos do SUS de Recife, dando seus depoimentos, partiram da averiguação de fatos. O bispo de Recife, pelo contrário, abusa da autoridade e se apropria de um discurso que não lhe compete, ao pregar a desobediência a leis devidamente estabelecidas numa sociedade laica e democrática. É preocupante constatar que esse discurso perigoso não receba o devido repúdio, depois de tantas lições do passado. Tocou-me a palavra do Ministro Temporão quando disse que ficou ‘chocado’. Eu também fiquei.
GEREBA CONVIDA JACKSON DO PANDEIRO NO FORRÓ DO PELOURINHO 2009
O Projeto jacksoniano fez um encontro de músicos e amantes da arte de tocar PANDEIRO. Com o slogan ¨ venha e traga o PANDEIRO ¨, instrumento que nosso REY DO RITMO JACKSON DO PANDEIRO o baixinho , preto e pobre , nascido no engenho Tanque , em Alagoa Grande , Paraíba. ELE que tinha medo de viajar de avião, mas conquistou o nordeste, o Brasil e o mundo com seus trejeitos e a arte de bater o PANDEIRO. Firmada parceria entre nossa Associação ANJO AZUL e o músico bahiano GEREBA. O encontro marcado nos dias 23 e 24 de fevereiro 2009, no Pelourinho de Salvador, RESTAURANTE UAUÁ, onde realizamos shwo com uma banda formada por músicos da cena cultural bahiana, tocando os seguintes instrumentos marcas do autêntico forró pé de serra: SANFONA, ZABUMBA, TRÂNGULO, PANDEIRO , VIOLÃO e a inconfundível voz de GEREBA, levou amigos e turistas presentes ao evento a uma contagiante alegria, de cantos e danças, entre cocos, baião, forró, fugindo assim da parafernália infernal dos trios elétricos de axé .
Um banner do Projeto ESQUENTAI VOSSOS PANDEIROS JACKSONIANOS, exposto na parede externa ( rua João de Deus ) do restaurante UAUÁ , era o convite as fotos e filmagens dos apreciadores da obra jacksoniana , indicava que naquele recinto a música era OUTRA. GEREBA, já tem projeto aprovado pelo governo bahiano de resgatar o forró lá de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, durante o CARNAVAL do Pelourinho, não se intimidou em convidar nosso projeto e homenagear em 2009 JACKSON DO PANDEIRO , a TV PELOURINHO e a ONG AÇÃO PELA CIDADANIA ( rua das Laranjeiras no Pelourinho, registrou com fidalguia, esse evento para a TV E e outros meios de comunicação que a ONG tem acesso na Bahia. Agosto de 2009, será comemorado os 90 anos de nascimento de JACKSON DO PANDEIROS, na cidade de Alagoa Grande, onde está localizado o MEMORIAL Jackson do Pandeiro e onde repousam os restos mortais do artista. Uma série de apresentações dos Pandeiros Jacksonianos estão previstas para esse ano de 2009 por vários lugares e feiras nordestinas , paraibanas a exemplo de BRASIL MOSTRA BRASIL , festas do BODE REI e outros . em homenagem aos 90 anos de Jackson ,porém, enquanto a verba do projeto aprovado atravéz de Edital FIC - AUGUSTO DOS ANJOS, não entrar na conta da Asociação Cultural e Recreativa Anjo Azul ,verba esta destinada a pagamento dos oficineiros de pandeiro, teatro e artes plásticas, que pessoas de qualquer idade, sexo, cor, habitantes no Estado da Paraíba, terão oportunidade de participar, o projeto fica a mercê de intercâmbios e boa vontade de empresários amigos, para ser tocado...
Estas oficinas a que me refiro, fazem parte da ocupação da Associação Cultural e Recreativa Anjo Azul, no Centro Cultural de Terceiro Setor Thomáz Mindello - Av: General Osório, S/N - Centro de João Pessoa -PB. Estamos aguardando a subsecretaria de cultura nos informar quando poderemos começar as OFICINAS.
já aconteceu em Salvador. Segunda - feira de carnaval 23/02/2009 terça - feira de carnaval 24/02/2009 a partir das 19:00hs UAUÁ - Restaurante PELOURINHO - SALVADOR. contato anjoazuldobeco@gmail.com - 83.32266235
APOIO CULTURAL:
GEREBA - Músico, pesquisador, produtor , bahiano NONATO FREIRE - Produtor - Ba. TV PELOURINHO ONG AÇÃO PELA CIDADANIA - Pelourinho UAUÁ - Restaurante - Plourinho Ednamay Cirilo
“Carnaval do Cafuçu 2009” terá uma estrutura para o desfile do bloco com a participação de doze de orquestras, palco e sonorização nos três pólos localizados na área do centro histórico da cidade de forma a atender aos milhares de foliões que vêm aumentando muito, nos últimos três anos. São estes os pólos: Praça Dom Adauto(Praça do Bispo), Praça Antenor Navarro e, a novidade, a Praça que fica ao lado da Basílica Nossa Senhora das Neves, em frente ao antigo Colégio Nossa Senhora das Neves. Na Praça do Bispo, funcionará a Difusora Cafuçu irradiando para os demais pólos músicas dos antigos e novos carnavais, além das canções românticas. Na Antenor Navarro, local de dispersão do desfile, a “Cafuceta”, orquestra comandada pelo Maestro Chiquito, volta a tocar no evento, após alguns anos ausente da festa.
O bloco carnavalesco Cafuçu é responsável, com mais dez blocos, pela criação do Projeto Folia de Rua e pela fundação da Associação Folia de Rua, em 1992 e 1996, respectivamente, em João Pessoa, capital da Paraíba.
Na segunda metade dos anos oitenta, do século passado, o carnaval de rua e de clubes, na capital, enfrentava uma fase de declínio, em termos de mobilização de amplos e diversos setores sociais. Setores da classe média eram atraídos, neste período, pelo carnaval das cidades de Olinda – que começa a repercutir fortemente no País -, Recife, Salvador e Rio de Janeiro. Enquanto isto, o chamado carnaval tradição, uma iniciativa das camadas populares, formado pelas escolas de samba, tribos indígenas, blocos de orquestras, entre outros, mantinha o seu desfile, durante o calendário oficial do carnaval.
Em 1987, um pequeno grupo de professores universitários, artistas, estudantes, ativistas culturais da capital, resolveram, na semana que antecede o carnaval oficial, desfilar pelas ruas do Bairro Miramar em direção à praia, puxados por uma carroça de burro, animados por violões e tambores. É fundado o Bloco Muriçocas do Miramar e, sete anos depois, com o surgimento de mais dez blocos, é criada oficialmente a prévia carnavalesca Folia de Rua, com o lançamento de um LP Folia de Rua, com a gravação dos hinos desses blocos. Hoje, são mais de trezentas mil pessoas que brincam em dezenas de blocos, durante os sete dias da prévia carnavalesca de João Pessoa, sempre na semana que antecede a data oficial dos festejos momescos.
Nos primeiros anos de sua fundação, o Cafuçu desfilava na Praia do Cabo Branco e Tambaú, em João Pessoa. Em 1997, transferiu-se para o Centro Histórico, contribuindo para o resgate do carnaval de rua da capital, procurando incrementar o calendário de eventos culturais, nesta área urbana de fundação da cidade.
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BRASIL, Nordeste, JOAO PESSOA, TAMBAU, Mulher, de 46 a 55 anos, French, Arte e cultura, Viagens, ENCNTROS COM AMIGO, FAMÍLIA, TEATRO, CIN MSN - DIVULGADORA INTERNACIONAL DA ARTE E DA C